Médicos apontam eficácia de ondas de choque como tratamento para lesões


A terapia por ondas de choque tem se consolidado cada vez mais como tratamento para diversas lesões musculoesqueléticas, principalmente entre atletas.

O método utiliza ondas acústicas de choque, ou seja, de alta energia, para estimular a cura de lesões musculoesqueléticas crônicas, como tendinites e calcificações: ‘’Isso promove a regeneração de tecidos, melhora a circulação e alivia a dor sem cirurgia’’, diz o ortopedista Paulo Roberto Santos, um dos percursores do uso das ondas de choque no Brasil.

O médico ainda explica que este é um tratamento não invasivo com aplicação em pontos específicos do corpo para acelerar o processo de cicatrização. 

 

 

Essas pesquisas registram a reabsorção dessas calcificações com o tratamento e a manutenção da melhora da dor e da função pelo menos seis meses após a terapia.

Em casos como a tendinose sem calcificação, quando o paciente relata dor progressiva, rigidez matinal e perda de força, as evidências são mais limitadas: há resultados promissores, mas faltam estudos com ondas de alta intensidade para definir melhor protocolos e eficácia.

Na fascite plantar — inflamação da fáscia na sola do pé que causa dor aguda ao dar os primeiros passos pela manhã ou após longos períodos sentado — as análises apontam benefício. A relação entre dose e efeito, no entanto, não é linear. Há tendência de resposta com maiores doses, mas fatores como tolerância do paciente influenciam a escolha entre ondas radiais e focalizadas.

‘’Existem várias modalidades de ondas de choque. As ondas eletro hidráulicas são as ondas de maior energia e com focos de tratamentos mais amplos e profundos, seguidos pelo eletromagnético e piezoelétrico, já as ondas radiais geram menor energia, mas são mais fáceis de tratar áreas maiores. A associação das duas tem se mostrado mais eficaz, com melhores resultados’’, esclarece o médico.

Em relação as contraindicações do tratamento, elas podem acontecer em pacientes que tomam anticoagulantes potentes, em aplicações na região pulmonar ou de grandes artérias e veias, e quando há um processo infeccioso agudo ou tumor na área de aplicação.

Como efeitos podem surgir petéquias, pequenos pontos vermelhos ou arroxeados na pele; vermelhidão e hematomas.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 

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