O chefe do Corpo da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) do Irã prometeu responder “no momento apropriado” aos Estados Unidos e a Israel, acusando os países de estarem incentivando protestos antigovernamentais no país.
“Sem dúvida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, são os assassinos da juventude do Irã e os defensores da segurança do país”, disse Mohammad Pakpour, segundo a imprensa estatal.
“A perpetuação do crime pelos seus mercenários nunca será esquecida e receberá uma resposta no momento apropriado”, acrescentou o chefe da IRGC.
O aviso ocorre no momento em que alguns americanos da Base Aérea de al-Udeid, no Catar, são encorajados a deixar o local como “precaução”, disse uma fonte dos EUA à CNN nesta quarta-feira (14).
Trump ameaçou repetidamente uma ação militar contra o governo iraniano por usar força letal contra os manifestantes, e agora sente-se obrigado a prosseguir, segundo as autoridades.
Entenda os protestos no Irã
Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.
Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.
As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.
A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.
