O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não voltará atrás em seu anúncio de pré-candidatura à Presidência do Brasil nas eleições de 2026.
O parlamentar destacou um “crescimento rápido” de seu nome na pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta semana, durante entrevista coletiva à imprensa na saída da Superintendência da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (15), onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. No levantamento divulgado na quarta-feira (14), Flávio aparece atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O resultado ainda não reflete bem a realidade, não é o que as nossas pesquisas internas estão mostrando. Não existe aquela distância entre mim e o Lula no nosso acompanhamento, mas isso pouco importa”, começou.
O senador afirmou que a pré-candidatura ao Palácio do Planalto dele “não tem volta”, e destacou: “Não corri atrás de ser pré-candidato, mas Deus quis”.
Flávio disse que pretende “continuar fazendo suas articulações”, ora públicas, ora privadas. “O que posso falar é que, graças a Deus, até pesquisas como a Quaest mostram um crescimento gigantesco, rápido, consolidado, não apenas com o eleitorado que se diz bolsonarista, mas com o eleitorado que se considera nem de esquerda, nem de direita. Isso para mim é importante”, completou.
Flávio Bolsonaro também comentou as movimentações da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL). No mesmo dia em que a Quaest foi divulgada, a esposa de Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo publicado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em tom eleitoral.
“Pratico aquilo que falo, que é união. É o que vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho”, comentou Flávio sobre a publicação da madrasta.
Na mesma data, a esposa de Tarcísio disse que o marido deveria ser “o novo CEO” do país. A declaração ocorreu em meio à expectativa de um apoio explícito do governador à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
Mais uma vez, o filho “01” de Jair Bolsonaro disse que não vai cobrar ninguém de uma posição no momento. Para ele, as eleições ainda estão longe para se preocupar com esse apoio.
