As autoridades financeiras da Coreia do Sul estão supostamente avaliando se devem permitir que os reguladores congelem preventivamente contas criptográficas suspeitas de manipulação de preços.
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) está analisando a introdução de um sistema de suspensão de pagamentos que bloquearia as transações antes que os suspeitos lavassem ganhos potencialmente ilícitos, disse o meio de comunicação local Newsis. relatado Terça-feira.
A medida espelharia as ferramentas já utilizadas no mercado de ações do país, onde as autoridades podem congelar contas suspeitas de manipulação antes de os lucros serem retirados.
A primeira fase da legislação criptográfica do país focado sobre a proteção do utilizador, enquanto se espera que a sua segunda fase estabeleça um quadro mais amplo que inclua regras sobre stablecoins e controlos mais rigorosos sobre o abuso de mercado, embora as propostas ainda não tenham sido formalmente introduzidas.
Estendendo ferramentas de aplicação do mercado de ações para criptografia
No âmbito do quadro atual, as autoridades que procuram congelar ativos ligados à manipulação de criptomoedas são adiadas por mandados judiciais, dando aos suspeitos mais tempo para ocultar os seus fundos.
De acordo com o FSC, táticas de manipulação como front-running, lavagem automatizada e ordens de compra elevadas podem gerar grandes lucros não realizados que podem desaparecer rapidamente. O órgão de fiscalização do mercado defendeu uma intervenção precoce para dotar as autoridades das ferramentas necessárias para responder a tais atividades ilícitas.
As alterações da Coreia do Sul à sua Lei do Mercado de Capitais entraram em vigor efeito em abril de 2025 para introduzir o congelamento de contas daqueles suspeitos de negociação desleal ou vendas a descoberto ilegais. O FSC supostamente discutiu a extensão de tais medidas às criptomoedas durante uma reunião a portas fechadas em novembro, enquanto analisava o primeiro caso de manipulação de preços sob regras alteradas.
Os reguladores disseram que os mercados de criptomoedas garantem ferramentas mais fortes, dada a facilidade com que os ativos podem ser transferidos para carteiras privadas.
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Um aperto regulatório mais amplo
A proposta se soma a um conjunto crescente de medidas que mostram como a Coreia do Sul está se movendo para alinhar a regulamentação criptográfica com os padrões financeiros tradicionais.
Em 10 de outubro, o Serviço Fiscal Nacional (NTS) alertou que os ativos criptográficos armazenados em carteiras frias não estão fora do seu alcance, citando sua autoridade para realizar buscas domiciliares e apreender dispositivos de armazenamento offline em casos de evasão fiscal.
Em 7 de dezembro, o FSC explorou a imposição de responsabilidade bancária às exchanges de criptomoedas, exigindo que as plataformas compensassem os usuários por perdas decorrentes de hacks ou falhas de sistema, mesmo quando nenhuma negligência for comprovada.
Estas medidas apontam para uma mudança na aplicação da lei para uma intervenção mais ampla para evitar danos aos participantes do mercado, uma prioridade definida na primeira fase da regulação criptográfica do país.
Revista: Usuários chineses recorrem a ‘cartões U’ para contornar regras de criptografia: Asia Express