O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (22), durante a cerimônia de lançamento do Conselho de Paz em Davos, na Suíça, que há um compromisso para garantir que a Faixa de Gaza seja desmilitarizada e “maravilhosamente reconstruída”.
Trump lançou a iniciativa, inicialmente focada em consolidar o cessar-fogo em Gaza, mas que, segundo ele, poderia assumir um papel mais amplo, o que pode preocupar outras potências globais, embora tenha afirmado que trabalhará em conjunto com as Nações Unidas.
“Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, afirmou Trump, acrescentando que a ONU (Organização das Nações Unidas) tem um grande potencial que não foi totalmente aproveitado.
Trump, que presidirá o conselho, convidou dezenas de outros líderes mundiais para participar, dizendo que deseja que ele aborde desafios que vão além da instável trégua em Gaza, o que gerou receios de que isso possa prejudicar o papel da ONU como principal plataforma para a diplomacia global e a resolução de conflitos.
O líder americano, chamou Gaza de “uma bela propriedade” e afirmou ser “um apaixonado por imóveis” ao falar sobre a reconstrução da Faixa de Gaza devastada pela guerra.
“Sou um apaixonado por imóveis, e tudo se resume à localização. E eu disse: ‘Vejam esta localização à beira-mar. Vejam esta bela propriedade. O que ela pode representar para tantas pessoas. Será maravilhoso'”, disse ele na cerimônia do “Conselho da Paz” em Davos.
Trump afirmou que “as pessoas viverão muito bem”.
“Mas tudo começou com a localização – essa é a visão. Eles têm vista para o mar. E pouquíssimos lugares são como este”, disse ele.
O que é o conselho de paz de Trump?
Trump propôs pela primeira vez a criação do Conselho de Paz em setembro de 2025, quando anunciou seu plano para encerrar a guerra em Gaza. Posteriormente, o líder americano deixou claro que a atuação do conselho seria expandida para além de Gaza, abrangendo outros conflitos ao redor do mundo.
O conselho terá a missão de promover a paz em todo o mundo e trabalhar para resolver conflitos, de acordo com uma cópia da minuta da carta constitutiva vista pela agência Reuters.
O presidente dos EUA chegou a sugerir que o grupo “poderia” substituir a ONU, o que agravou preocupações de especialistas.
Segundo a carta constitutiva, os países integrantes teriam mandatos limitados a três anos, a menos que paguem US$ 1 bilhão.
Segundo apuração da correspondente da CNN Brasil Priscila Yazbek, um funcionário do governo dos Estados Unidos garantiu, sob condição de anonimato, que esse montante seria apenas para conseguir um assento permanente no grupo, pontuando que a entrada no conselho não exige alguma compensação.
