Além de Gleisi, Lula deve perder cerca de 20 ministros para as eleições


O anúncio da ministra Gleisi Hoffmann, que confirmou pré-candidatura ao Senado, indicou mais uma baixa no alto escalão da Esplanada dos Ministérios por conta das eleições de outubro deste ano. Com a aproximação do prazo de desincompatibilização, as articulações têm se intensificado em torno de ao menos 20 ministros.

Integrantes do primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem disputar cargos na Câmara dos Deputados, Senado Federal e Executivo estadual. Parte deles já foi a público confirmar a decisão, enquanto outros nomes seguem em negociações nos bastidores, como é o caso das ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente).

Para os cargos de senador, deputado federal e governador, os ministros de Estado têm até seis meses antes do pleito para deixar os postos que ocupam atualmente, conforme determina a legislação eleitoral.

Gleisi Hoffmann, que atualmente está licenciada do cargo de deputada federal, comunicou que deve investir na disputa de uma das vagas do Senado pelo estado do Paraná. A saída da ministra da pasta envolveu intensa negociação, uma vez que é considerada crucial para a relação do Congresso com o Planalto.

O governo Lula, entretanto, quer reforçar os nomes governistas na corrida à Casa Alta. A estratégia petista tenta conter o ímpeto bolsonarista por mais cadeiras no Senado, que tenta aumentar o poder sobre impeachment e indicação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)

Devem mirar o Senado Federal também os ministros Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos; e André Fufuca, dos Esportes.

Parte dos ministros deve disputar vagas na Câmara dos Deputados, seja para reeleição ou primeiro mandato. Esse último é o caso da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que deve tentar uma vaga pelo PT (Partido dos Trabalhadores) no Rio de Janeiro.

Já a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou que tentará a reeleição para a Câmara dos Deputados. Renan Filho, ex-governador de Alagoas e atual ministro dos Transportes, por sua vez, é cotado para concorrer novamente ao Executivo do estado.

Apesar de pressionado para se lançar na disputa ao governo de São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou que não pretende se candidatar em 2026. Como mostrou a CNN, o presidente Lula tentou convencer o ministro a disputar novamente o governo de São Paulo. A CNN também mostrou que diante da resistência do ministro da Fazenda, Lula estuda um cenário com o lançamento de Simone Tebet na corrida eleitoral pelo estado.

Há outros quadros do governo que já indicaram que permanecerão no governo em ano eleitoral. É o caso de Guilherme Boulos, na Secretaria-Geral da Presidência, e Luiz Marinho, no Ministério do Trabalho.

Veja os ministros com nome ventilado para a disputa eleitoral deste ano:

  • Alexandre Silveira (Minas e Energia);
  • André de Paula (Pesca e Aquicultura);
  • André Fufuca (Esporte);
  • Anielle Franco (Igualdade Racial);
  • Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária);
  • Fernando Haddad (Ministério da Fazenda);
  • Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços);
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais);
  • Jader Filho (Cidades);
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania);
  • Márcio França (Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte);
  • Margareth Menezes (Cultura);
  • Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática);
  • Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
  • Renan Filho (Transporte);
  • Rui Costa (Casa Civil);
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos);
  • Simone Tebet (Planejamento e Orçamento);
  • Sônia Guajajara (Povos Indígenas);
  • Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional);
  • Wolney Queiroz (Previdência Social).

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