À CNN, Penã questiona redução de tarifa, mas prevê acordo de Itaipu em 2026


O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (19) que firmará um acordo com o Brasil para as diretrizes do chamado “Anexo C” do Tratado de Itaipu ainda em 2026, mas questionou a possibilidade de redução da tarifa ao consumidor.

Um acordo preliminar entre Paraguai e Brasil previa que, a partir de 2026, o valor da tarifa da energia da hidrelétrica binacional consideraria apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por kW/mês. Hoje a cifra do lado brasileiro é de US$ 17,66, viabilizada por um aporte de Itaipu.

Penã defendeu que Itaipu é um fator de desenvolvimento para ambos os países — mas especialmente para o Paraguai. O presidente defende que o dinheiro das tarifas pode ser utilizado para obras estruturantes e para expandir a produção de energia.

“Temos que pensar em como fornecer mais energia elétrica. A Itaipu precisa continuar gerando energia elétrica, é um projeto de desenvolvimento para o Brasil e para o Paraguai. A discussão é: qual o projeto para os 50 anos?”, questionou.

“Vamos ter uma visão pequena de somente reduzir um pouco a tarifa ou vamos olhar o futuro? A questão não é simplista, é mais abrangente. Precisamos discutir a ampliação da produção da energia. E se há possibilidade de reduzir o preço, também estamos abertos a isso, até porque beneficia também os paraguaios”, completou.

O Tratado de Itaipu foi firmado em 1973 e previa que após 50 anos teria uma revisão do “Anexo C”, que trata das bases financeiras da usina e das regras para precificação e prestação dos serviços de eletricidade.

Uma das contrapartidas aos paraguaios prevista no acordo preliminar é a liberação para que comercializem seu excedente de energia no mercado livre brasileiro, gerando competição de preços.

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