SP: mais cinco PMs são presos suspeitos de envolvimento em morte de lobista


As polícias civil e militar de São Paulo prenderam mais cinco policiais suspeitos de envolvimento na execução do lobista Luís Francisco Caselli, de 61 anos, morto a tiros em novembro de 2025, na zona leste de São Paulo.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), as prisões aconteceram na última sexta-feira (16), quando um sexto suspeito também foi preso.

CNN Brasil apurou que o sexto PM foi alvo de um mandado de prisão na manhã de sexta e foi preso por agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A Corregedoria da Polícia Militar apoiou a ação da Polícia Civil.

“Os policiais presos — todos do 6° BAEP — foram levados ao presídio Romão Gomes. O DHPP segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime”, concluiu a pasta, em nota.

Relembre o caso

O crime ocorreu na rua Luís dos Santos Cabral, na Vila Regente Feijó. Por volta das 18h30, dois suspeitos em motos se aproximaram do veículo onde estava o lobista e um deles efetuou ao menos três disparos de arma de fogo. O carro de Caselli era blindado, mas estava com as janelas abertas no momento do crime.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram que, após os tiros, o criminoso que estava na garupa da moto desceu do veículo e tentou retirar um objeto da parte de baixo do carro. O material foi identificado pela polícia como um rastreador veicular. Na sequência, os suspeitos fogem. Assista abaixo:

Caselli foi socorrido ao Hospital Municipal de Tatuapé, onde foi constatada a morte. Na época do assassinato, a polícia já suspeitava que o crime teria sido encomendado.

Quem era Luís Francisco Caselli

Luís Fernando Caselli era um lobista e tinha ao menos 20 passagens pela polícia pelo crime de estelionato. A reportagem apurou que os casos teriam ocorrido entre os anos de 2004 e 2008.

Ele foi preso em outubro de 2017 e respondia a um processo na Justiça Federal por associação criminosa, extorsão, usurpação de função de pública e concussão. Na ação, ele era acusado de se passar por delegado da Polícia Federal para extorquir funcionários públicos e empresários.

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