O Sistema Cantareira completa, nesta quinta-feira (15), uma semana com o volume útil abaixo dos 20%. Os dados foram disponibilizados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
O reservatório é responsável por abastecer cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento de Campinas e nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Veja o gráfico:
De acordo com a SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo), ao ficar abaixo dos 20%, o reservatório opera na Faixa 4, o que, segundo a agência, é considerado estado crítico.
Alerta hídrico: mananciais da Grande SP operam com 26% da capacidade
Veja o que diz a SP Águas
À CNN Brasil, a SP Águas explicou que uma eventual mudança de estágio do Cantareira para a Faixa 5, com limitação da retirada de água a 15,5m³/s, pode ocorrer apenas depois da avaliação mensal conjunta com a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), que será realizada no dia 31 de janeiro.
“Caso o Sistema Cantareira atinja a Faixa 5, a chamada faixa especial, passam a valer medidas mais rigorosas, como a redução adicional da vazão captada, definida diretamente pelos órgãos gestores, com o objetivo de preservar os reservatórios e aumentar a segurança hídrica do sistema”, afirmou a agência.
Bandeira vermelha: reservatórios seguem baixos, mas safra avança
A SP Águas divide os níveis dos reservatórios em cinco estágios:
- Normal (acima de 60% do volume útil) – retirada de 33 metros cúbicos por segundo
- E1 Atenção (abaixo de 60%) – retirada de 31 metros cúbicos por segundo
- E2 Alerta (abaixo de 40%) – retirada de 27 metros cúbicos por segundo
- E3 Crítico (abaixo de 30%) – retirada de 23 metros cúbicos por segundo
- E4 Emergência (abaixo de 20%) – retirada de 15 metros cúbicos por segundo
No total, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) – que reúne os principais reservatórios do estado – opera com 27,47% do volume útil. O número é 21,51% menor do que o registrado em 2021, ano com chuva e afluências abaixo das médias históricas, de acordo com a SP Águas, quando o volume útil do SIM marcava 48,88%.
